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19 abr 2021

Os 7 passos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais ter sucesso

Vai pra baixo

Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) diz respeito às diretrizes para nortear as empresas na implementação de medidas de prevenção, voltadas à preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores.

A finalidade da implementação do GRO é estabelecer uma melhoria contínua do desempenho de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e melhorar o desempenho da empresa é promover continuamente ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Por que colocar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais em prática?

Com a implementação do GRO de forma eficaz, teremos ambientes mais seguros e saudáveis. Com melhores condições e ambientes de trabalho, teremos menos acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho, consequentemente teremos os trabalhadores mais disponíveis, menos paradas e uma empresa mais produtiva e competitiva.

Entretanto, muitos profissionais e empresas esperam o início da vigência da Nova NR-1, que aborda sobre o tema, para começarem a fazer algo.

Porém, sinceramente, eu não vejo nenhum fundamento, necessidade ou justificativa de esperar o início da vigência legal da Nova NR-1 para que as organizações implementem o GRO em seus ambientes de trabalho. Até porque a principal beneficiada pela implementação do GRO são as próprias empresas.

A visão que empresas e profissionais de SST deveriam ter sobre a necessidade de implementar o GRO não deveria ser apenas pelo fato de cumprir um dispositivo legal ou estar em conformidade com uma NR.

Mas sim pelo fato das vantagens que um ambiente de trabalho seguro e saudável traz às organizações. Ou seja, a motivação não deveria ser apenas estar atendendo a legislação, mas sim pelos resultados que um GRO implementado de forma eficaz traz.

Desta forma, as empresas terão, dentre outros, os seguintes benefícios:

  • Aumento da produtividade;
  • Redução do absenteísmo;
  • Redução de custos;
  • Preservação da sua imagem/reputação – responsável socialmente;
  • Preservação da saúde e integridade física dos seus trabalhadores – seu principal ativo.

Como começar a implementar o GRO independente da Nova NR-1?

Acredito que expus e justifiquei porque, seja você um integrante de SESMT ou prestador de serviços de SST, deve começar a implementar o GRO na sua empresa ou cliente o mais rápido possível.

Não para estar em conformidade com a Nova NR-1, mas pelos resultados que um GRO eficaz trazem. Tanto que há empresas que já fazem o GRO na prática há diversos anos.
Como destacado acima, não há nenhuma justificativa plausível para que empresas ainda não implementem um GRO em seus ambientes de trabalho.

Inclusive, há diversas referências que podem nortear a implementação do GRO em uma empresa, como:

  • BS 8800: 1996
  • OHSAS 18001: 2007
  • ILO-OSH: 2001
  • ISO 45001: 2018
  • ISO NBR 31000: 2018

E para que você também possa implementar o GRO na sua empresa ou cliente, vou compartilhar com as etapas que você precisa saber:

1° Levantamento da situação inicial

O primeiro passo é saber onde estamos. Ou seja, qual é a situação atual da empresa em que estamos trabalhando ou prestando consultoria.

Para isso, algumas atividades devem ser realizadas e que exemplifico abaixo:

  • Qual é o histórico de acidentalidade e adoecimento da empresa?
  • Há ambientes de trabalho insalubres, perigosos e ensejadores de aposentadoria especial?
  • Quais são os requisitos legais que precisam ser atendidos?
  • Como está o desempenho da empresa (FAP)?
  • E como está o desempenho comparado com o segmento?

Levantados estes dados, há subsídios essenciais para apresentação para a liderança de uma empresa, com a finalidade de reportar a situação atual, ou seja, onde a empresa se encontra em relação à SST.

Isso é suficiente para argumentar e demonstrar à empresa a importância de se fazer algo, visando a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Embora, para que seja realizado um trabalho eficaz é necessário o comprometimento da alta liderança da organização e da participação dos trabalhadores.

E neste sentido, chegamos ao segundo passo que precisa ser realizado.

2° Política

Com base no levantamento da situação inicial, a liderança da empresa deve definir, documentar e endossar uma política de SST. Esta política é o que irá estabelecer o comprometimento da organização em melhorar as condições e ambientes de trabalho.

A política não é papel a ser evidenciado, mas o compromisso da liderança com o tema. É estar engajada, dar o exemplo. Sendo que isso refletirá diretamente no resultado a ser atingido, Pois, conforme William Edwards Deming:

“A Qualidade começa com a intenção que é determinada pela alta administração. O trabalho da alta direção não é a gerência, é liderança”.

E é fundamental a participação dos trabalhadores na construção deste compromisso.

3° Planejamento

Com a política estabelecida, precisa ser planejado em como atender a esta política. E para isso, quatro etapas são fundamentais, conforme apresentadas a seguir:

a) Avaliação de riscos
Realizar a avaliação de riscos, ou seja, identificar, analisar, avaliar e estabelecer as medidas de eliminação, redução ou controle dos riscos presentes nos ambientes de trabalho.

b) Requisitos legais
Paralelo a avaliação de riscos, é necessário levantar os requisitos legais que precisam ser atendidos pela atividade econômica da empresa.

c) Objetivos
Com base na avaliação de riscos e levantamento dos requisitos legais, bem como na comparação destas duas atividades com a primeira etapa (Levantamento da Situação Inicial) é possível estabelecer os objetivos da organização.

Ou seja, quais objetivos precisam ser atendidos para atender à política?

Estes objetivos precisam ser específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e com prazos definidos. O Método SMART é uma excelente ferramenta para contribuir com essa atividade.

d) Plano de ação
Com os objetivos estabelecidos, precisa ser planejado como atingir tais objetivos. E para isso, precisa ser elaborado um plano de ação, estabelecendo as ações a serem realizadas, como elas serão realizadas, os responsáveis, os prazos e os recursos necessários. O 5W2H é uma excelente ferramenta para contribuir com essa atividade.

4° Suporte

Com o plano de ação elaborado, algumas definições precisam ser estabelecidas, com a finalidade de identificar quais aspectos de suporte irão contribuir com a execução do plano de ação.

Para isso, precisa ser evidenciado as responsabilidades estratégicas, táticas e operacionais que irão sustentar o atendimento da Política.

Assim como o levantamento e disponibilização dos recursos necessários, conforme estabelecido no Plano de Ação.

Também precisa ser detectado quais as competências fundamentais e pertinentes as partes envolvidas. Ou seja, relacionadas à qualificação, treinamento, instruções.

E há de ser estabelecido como se dará o canal de comunicação entre todos os envolvidos, para que se tenha informações e reports das ações, ajustes e melhorias que se fizerem necessárias.

Como também precisa ser mapeado toda a documentação necessária, sob o aspecto legal (que precisa ser atendido), quanto aos aspecto de instrução (normas internas, procedimentos) para que se tenha um banco de dados, rastreabilidade de informações atendimento à legislação.

5° Implementação

Com objetivos estabelecidos, plano de ação elaborado e aspectos de suporte definidos, é hora de agir. Ou seja, implementar as ações visando melhorar as condições e ambientes de trabalho, visando prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Para issoo, algumas etapas são fundamentais, conforme destacadas abaixo:

a) Eliminar os perigos e reduzir ou controlar os riscos
Com base na avaliação de riscos e no plano de ação elaborado, precisam ser executadas as ações visando eliminar os perigos e reduzir ou controlar os riscos, conforme a seguinte hierarquia:

  1. Eliminar os perigos
  2. Substituir as fontes de perigo por outras menos ofensivas/agressivas
  3. Controle de engenharia (EPCs)
  4. Controles administrativos ou organizacionais
  5. Controles com medidas individuais (EPIs)

b) Gestão de mudanças
Também devem ser estabelecidas as medidas e ações que devem ser tomadas nas situações de mudança, ou seja, trabalhos não previstos, condições não avaliadas, circunstâncias não previstas. Em resumo, qualquer aspecto que implique um risco diferente do planejado.

Aqui cabe atenção, principalmente quanto as atividades não rotineiras.

Aqui, é fundamental a percepção e competência do trabalhador em como lidar com a mudança. Bem como, a compreensão da liderança.

c) Gestão das contratadas
A empresa também precisa estabelecer as medidas de prevenção a serem adotadas pelos prestadores de serviços, ou seja, os terceiros.

Nesse sentido, a contratante precisa informar à contratada os riscos existentes em seu ambiente de trabalho, bem como as medidas que precisam ser adotadas. E cabe também à contratante, acompanhar e garantir que os trabalhadores da contratada estejam seguindo os requisitos estabelecidos, visando prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

d) Preparação e atendimento à emergências
Embora a empresa adote as medidas cabíveis quanto a prevenção e proteção, há de se prever um plano de contingência, ou seja, e se algo der errado e não sair conforme o planejado, o que deverá ser feito?

Isso  é muito conhecido como plano de emergência, plano de contingência, plano de mitigação, plano de resgate, salvamento.

Inclusive, algumas circunstâncias tem até previsão legal a respeito deste assunto.

6° Verificação

As ações executadas precisa ser acompanhadas, com duas finalidades:

  • Está sendo executado conforme planejado?
  • E qual é o desempenho das ações executadas?
  • E desta forma, levantar elementos para identificar se algo precisa ser ajustado, melhorado ou padronizado.

Nesta etapa de verificação, algumas ações são essenciais, conforme exemplificadas a seguir:

  • Acompanhamento das ações planejadas
  • Inspeções
  • Monitoramento ambiental
  • Análise de incidentes, acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho
  • Avaliação de conformidade
  • Auditorias

Com base nestas verificações, precisa haver uma análise crítica pela liderança da empresa, com o intuito de identificar se a política está sendo atendida.

7° Melhorias

Com base na verificação das ações executadas, bem quanto ao desempenho alcançado, precisam ser identificadas as ações a serem estabelecidas. E dentre estas ações, estão:

  • Ações preventivas
  • Ações corretivas
  • Tratamento das não conformidades
  • Implantação de oportunidades identificadas

Fazer prevenção é mais que cumprir a legislação. É efetivamente proporcionar melhores ambientes e condições de trabalho.

Isso é possível através dos nossos conhecimentos, habilidades e atitudes. Uma vez que, somos nós, os agentes de transformação desta visão que foi construída da área e profissionais de SST – saindo de uma atuação cartorária, para uma atuação baseada em resultados.

Esse é o único caminho para sermos valorizados e reconhecidos no mercado de trabalho, levando a área de SST para outro patamar.

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Autor:

Edivaldo Gregório

Edivaldo Gregório

Ajuda empresas a reduzir custos, estar em conformidade, preservar a sua imagem e promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, através da gestão estratégica de SST – baseada em resultados.

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