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13 jul 2020

“Sou TST e quero entrar na educação superior: Qual curso devo fazer?” Confira!

Vai pra baixo

Tem uma pergunta que eu vejo em muitos grupos nas mais diversas redes sociais: “Fiz o curso técnico em Segurança do Trabalho e agora quero fazer um curso de nível superior, qual devo escolher?”.

Existem diversos cursos de graduação que vão agregar muito valor para quem atua na área de Segurança do Trabalho. Alguns estão diretamente ligados às atividades de SST. Outros nem tanto, mas com condições de complementar e fazer uma enorme diferença a quem resolver cursá-los.

Sem mais delongas, vamos abordar cada uma das sugestões, complementando-as com as devidas informações para que possamos ser justos.

Segue abaixo as mais indicadas e comentadas, lembrando desde já que podem haver outras possibilidades de cursos de nível superior que sejam úteis para um TST.

A ideia aqui é levantar o debate, vamos nessa!

Cursos de graduação indicados para TSTs

Engenharias: os primeiros não poderiam deixar de ser os cursos de engenharia.

Por que? Porque são visados no intuito de serem uma “ponte” para o curso de pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Portanto, muitos técnicos em Segurança do Trabalho optam por cursar alguma engenharia e terem a possibilidade de cursar a pós.

Normalmente as mais procuradas são Engenharia Elétrica, Civil, Ambiental e de Produção, pois acabam tendo relação mais direta com a área de SST, mas existem diversas engenharias e todas elas permitem acessar a pós graduação em segurança do trabalho.

Fazendo um parêntese rápido: além das engenharias, o curso de Arquitetura também oferece a possibilidade de cursar a pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, mas normalmente não é a primeira opção de um TST para fins de obter a pós.

Tecnólogo em SST: assunto polêmico.

O curso de tecnólogo sempre levanta muita discussão, sempre com o argumento de que este profissional não faz parte do SESMT.

Sim, realmente o dimensionamento existente na NR-04 não inclui o tecnólogo em Segurança do Trabalho, o que não quer dizer que o curso não tenha utilidade.

A única coisa que este profissional não vai poder (aliás, poder ele pode, mas a lei não obriga) é atuar no SESMT. Mas se uma empresa quiser cumprir o dimensionamento e, ALÉM DISSO, ter um tecnólogo, ela pode (quase impossível acontecer, mas nunca se sabe).

O fato é que o tecnólogo pode atuar em consultoria, treinamentos, pode dar aulas, cursos, palestras, enfim, tem uma ampla gama de oportunidades dentro da área de SST.

Além disso, soma-se ainda a possibilidade de cursar uma pós-graduação (não em engenharia de segurança, mas em outros cursos relevantes para a área).

Higiene Ocupacional (pós-graduação): aproveitando o assunto pós-graduação, falamos logo sobre a Higiene Ocupacional.

Existem muitos cursos livres de Higiene Ocupacional, porém, uma pós-graduação no assunto realmente é algo sem comparações, pois a densidade de conteúdo, a carga horária e o peso de uma pós no currículo são vantagens que podem realmente fazer grande diferença (principalmente o conteúdo).

Educação Física e Fisioterapia: vamos abordar os dois cursos juntos porque possuem muita importância dentro de um mesmo contexto, que é a ergonomia.

Além de ambos os cursos possibilitarem uma pós-graduação em Ergonomia, estão diretamente ligados aos benefícios de saúde, bem estar e qualidade de vida no trabalho.

Ampliar o conhecimento técnico relacionado à anatomia, biomecânica e fisiologia humana (dentre outros temas vistos dentro desses cursos) pode trazer muitas oportunidades aos profissionais que já atuam na área de Segurança do Trabalho.

Muitas empresas já estão atentas para a importância da ergonomia no trabalho, inclusive proporcionando a seus colaboradores atividades como pilates, ginástica laborar, academias, dentre outros benefícios em prol da qualidade de vida no trabalho relacionado à ergonomia, ligando diretamente os profissionais de Educação Física e Fisioterapia à área de Saúde e Segurança do Trabalho.

Psicologia: a Segurança do Trabalho está cada vez mais ligada ao setor de Recursos Humanos. Ambos lidam diretamente com pessoas e suas respectivas características, as especificidades de cada ser humano.

Possuir conhecimentos nesta esfera pode ser extremamente positivo para o bom desempenho de um profissional da área de SST. Importante lembrar que, para fins de conhecimentos em RH, existem também algumas opções de pós-graduação, como Gestão Estratégica de Pessoas, por exemplo.

Enfermagem: curso voltado à área da saúde, tem ampla ligação com a área de Segurança do Trabalho e pode trazer uma série de benefícios aos profissionais da área, afinal, também são conhecimentos complementares.

Muito se fala no curso de Medicina, porém, é um curso bem mais extenso. Obviamente não descartamos, mas devido ao alto nível de compromisso e dedicação, fica em segundo plano num primeiro momento.

Mais uma Engenharia (Alerta de polêmica)

Por último mas não menos importante, uma polêmica:

Engenharia de Saúde e Segurança: não estamos falando da pós-graduação de Engenharia em Segurança do Trabalho. O curso de Engenharia de Saúde e Segurança é um curso de graduação e foi reconhecido pelo CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) em 2018 por meio da resolução 1.107.

A resolução incluiu o Engenheiro de Saúde e Segurança em sua tabela de títulos profissionais, mas este profissional não substitui o Engenheiro de Segurança do Trabalho, título de especialização adquirido após a conclusão de uma pós-graduação.

São duas coisas diferentes. O engenheiro de Saúde e Segurança é uma coisa (profissional apto a desempenhar suas atividades após finalizar curso de graduação) e o engenheiro de Segurança do Trabalho é outra (profissional apto a desempenhar suas atividades após finalizar curso de pós-graduação, já possuindo anteriormente uma graduação em alguma engenharia ou arquitetura, conforme lei 7.410/85).

Num primeiro momento, são profissionais diferentes para finalidades diferentes.

A Engenharia de Saúde e Segurança é uma graduação como tantas outras engenharias. Para ingressar na pós-graduação de Engenharia de Segurança do Trabalho, há necessidade de cursar alguma engenharia antes, certo?

Pois bem, o curso de Engenharia de Saúde e Segurança é mais uma opção, ficou claro?

Se em algum momento haverá mudança com relação a isso, não temos como saber, apenas aguardar.

E você, teria algum outro curso para sugerir que não tenha sido citado no artigo?

Fala com a gente e vamos debater!

Um grande abraço e até o próximo artigo.

Léo Louza

Léo Louza

Técnico em Segurança do Trabalho, consultor e auditor interno de sistemas de gestão integrada

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