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25 set 2019

Síndrome de Burnout: o estresse que leva ao esgotamento profissional

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Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? Em maio deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que o Burnout é um “fenômeno ligado ao trabalho”, um “estresse crônico”. A síndrome entrou para Classificação Internacional de Doenças da OMS após reunião dos membros da organização em Genebra.

A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11) ficou pronta no ano passado, após aprovação na 72ª Assembleia Mundial da OMS. Porém, só agora os estados membros a aprovaram, para que entre em vigor no dia 1º de janeiro de 2022.

Mas, afinal, o que é esta síndrome? Recentemente nós falamos aqui no blog da SST Online sobre as novas doenças de trabalho e Burnout aparece entre estes problemas.

A Síndrome de Burnout também é conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional e, segundo o Ministério da Saúde, é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. 

Hoje, estima-se que 30% dos brasileiros sofram deste mal, sobretudo, aqueles que trabalham sobre pressão e responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais e jornalistas.

Falando em jornalistas, nesta semana foi pauta em todo o Brasil o retorno da jornalista Izabella Camargo para as Organizações Globo. A profissional, que iniciava sua jornada na madrugada para apresentar telejornais, foi diagnosticada em 2018 com Síndrome de Burnout, porém, após voltar de licença médica que tratou o problema, ela foi demitida.

No dia 23 de setembro ela voltou a trabalhar depois de uma decisão judicial. Porém, a jornalista afirma que “madrugada nunca mais”, justamente porque não quer voltar à correria que vivia. 

Este é um exemplo “midiático”, porém, o mesmo pode estar acontecendo com você ou com algum colega sem que você sequer saiba. A Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir.

Conheça os principais sintomas

A Síndrome de Burnout envolve nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos, como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas.

O estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença.  

Os principais sinais e sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são:

  •  Cansaço excessivo, físico e mental.
  • Dor de cabeça frequente.
  • Alterações no apetite.
  • Insônia.
  • Dificuldades de concentração.
  • Sentimentos de fracasso e insegurança.
  • Negatividade constante.
  • Sentimentos de derrota e desesperança.
  • Sentimentos de incompetência.
  • Alterações repentinas de humor.
  • Isolamento.
  • Fadiga.
  • Pressão alta.
  • Dores musculares.
  • Problemas gastrointestinais.
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é feita por profissional especialista após análise clínica do paciente. O psiquiatra e o psicólogo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma do tratamento, conforme cada caso. 

Importância do médico do trabalho nas empresas

No entanto, ao olharmos para a nossa realidade, refletimos a importância de um médico do trabalho em nossas empresas.

A pessoa que sofre com Burnout dá sinais claros que podem ser diagnosticados no próprio trabalho. 

Os empregadores precisam desenvolver ações para garantir que o trabalhador não tenha sua saúde afetada ao desempenhar atividades laborais.  O médico do trabalho pode ser peça fundamental para atingir este objetivo, sobretudo quando falamos de uma doença que é motivação para a depressão.

Qual é o tratamento para Síndrome de Burnout?

O tratamento da Síndrome de Burnout é feito basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). Ele normalmente surte efeito entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, conforme cada caso.

Mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, mudanças nos hábitos e estilos de vida precisam ser adotados para que ocorra uma melhora.

A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem ser rotineiros, para aliviar o estresse e controlar os sintomas da doença. 

*Com informações de Ministério da Saúde

 

Autor:

Matheus Reis

Matheus Reis

Jornalista, especialista em Conteúdo e Jornalismo Digital.

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