.

16 maio 2019

Sinalização de Segurança: aprenda como fazer

Tags:, , ,
Vai pra baixo

Quando pensamos em sinalização de segurança, a primeira coisa que vem em mente é a NR-26, certo? É absolutamente normal, até porque é a norma que preconiza as ações de segurança no que se refere à sinalização.

Inicialmente, esta NR trazia informações detalhadas sobre a utilização das cores e outros recursos utilizados para identificação, incluindo a sinalização para identificar substâncias perigosas e recipientes e compartimentos de movimentação e transporte destas substâncias.

Após a publicação da PORTARIA SIT 229, de Maio de 2011, a NR-26 ficou bem reduzida, enxuta e, hoje, aborda basicamente informações referentes à rotulagem preventiva de produtos químicos. Inclusive, a norma cita mais de uma vez que, com relação à sinalização de segurança, devemos atender também ao disposto em outras normas técnicas oficiais.

ONDE ENCONTRAR OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE SINALIZAÇÃO?

Como a NR-26 ficou curta e pouco abrangente, temos que buscar mais informações acerca do tema “sinalização de segurança” em outras normas, sempre com a preocupação do embasamento legal, para termos respaldo legislativo em caso de utilização das referidas normas.

Uma delas é a NBR 7195 – CORES PARA SEGURANÇA. A norma traz as cores que podem ser empregadas para identificação de segurança, onde elas devem ser empregadas e quais as cores de contraste para cada uma das cores da tabela.

Cor de contraste nada mais é do que a cor utilizada para escrever ou sinalizar algo por cima da cor principal, a fim de melhorar a visualização da informação. Parece complexo mas vai ficar moleza ao observarmos na tabela abaixo o que orienta a NBR-7195, vamos lá:

COR PRINCIPAL

COR DE CONTRASTE

EMPREGABILIDADE

 

VERMELHO

 

BRANCO

– É a cor empregada para identificar e distinguir equipamentos de proteção e combate a incêndio, e sua localização, inclusive portas de saída de emergência. Os acessórios destes equipamentos, como válvulas, registros, filtros, etc., devem ser identificados na cor amarela.

–  A cor vermelha não deve ser usada para assinalar perigo.

– A cor vermelha também é utilizada em sinais de parada obrigatória e de proibição, bem como nas luzes de sinalização de tapumes, barricadas, etc., e em botões interruptores para paradas de emergência.

– Nos equipamentos de soldagem oxiacetilênica, a mangueira de acetileno deve ser de cor vermelha (e a de oxigênio de cor verde).

ALARANJADO PRETO

É a cor empregada para indicar “perigo”. É utilizada, por exemplo, em:

– partes móveis e perigosas de máquinas e equipamentos;

– faces e proteções internas de caixas de dispositivos elétricos  que possam ser abertas;

– equipamentos de salvamento aquático, como boias  circulares, coletes salva-vidas, flutuadores salva-vidas e  similares.

AMARELO PRETO

É a cor usada para indicar “cuidado!”.  É utilizada, por exemplo, em:

– escadas portáteis, exceto as de madeira, nas quais a  pintura fica restrita à face externa até a altura do 3º degrau, para não ocultar eventuais defeitos;

– corrimãos, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem riscos;

– espelhos de degraus;

– bordas de portas de elevadores de carga ou mistos, que se fecham automaticamente;

– faixas no piso de entrada de elevadores de carga ou mistos e plataformas de carga;

– meios-fios ou diferenças de nível onde haja necessidade de chamar  atenção;

– faixas  de circulação  conjunta de pessoas e  empilhadeiras, máquinas de transporte de cargas, etc.;

– faixas em torno das áreas de sinalização dos equipamentos de combate a incêndio;

– paredes de fundo de corredores sem saída;

– partes superiores e laterais de passagens que apresentem risco;

– equipamentos de transporte e movimentação de materiais, como empilhadeiras, tratores, pontes rolantes, pórticos, guindastes, vagões e vago-netes de uso industrial, reboques, etc., inclusive suas cabines, caçambas e torres;

– fundos de letreiros em avisos de advertência;

– pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos que apresentem risco de colisão;

– cavaletes, cancelas e outros dispositivos para bloqueio de passagem;

– pára-choques de veículos pesados de carga;

– acessórios da rede de combate a incêndio, como válvulas de retenção, registros de passagem, etc.;

– faixas de delimitação de áreas destinadas à armazenagem.

VERDE BRANCO

É a cor usada para  caracterizar “segurança”. É empregada para identificar:

– localização de caixas de equipamentos de primeiros socorros;

– caixas contendo equipamentos de proteção individual;

– chuveiros de emergência e lava-olhos;

– localização de macas;

– faixas de delimitação de áreas seguras quanto a riscos mecânicos;

– faixas de delimitação de áreas de vivência (áreas para fumantes, áreas de descanso, etc.);

– sinalização de portas de entrada das salas de atendimento de urgência;

– emblemas de segurança.

– Nos equipamentos de soldagem oxiacetilênica, a mangueira de oxigênio deve ser de cor verde (e a de acetileno de cor vermelha).

AZUL BRANCO

É a cor empregada para indicar uma ação obrigatória, como por exemplo:

– determinar o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual; por exemplo: “Use protetor auricular”);

– impedir a movimentação ou energização de equipamentos (por exemplo: “Não ligue esta chave”, “Não acione”).

 

PÚRPURA

 

 

BRANCO

 

É a cor usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. É empregada, por exemplo, em:

– portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou contaminados por materiais radioativos;

– locais  onde tenham  sido enterrados  materiais radioativos e equipamentos contaminados por materiais radioativos;

– recipientes de materiais radioativos ou refugos de materiais radioativos e equipamentos contaminados por materiais radioativos;

– sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.

 

BRANCO

 

PRETO

É a cor empregada em:

– faixas para demarcar passadiços, passarelas e corredores pelos quais circulam exclusivamente pessoas;

– setas de sinalização de sentido e circulação;

– localização de coletores de resíduos;

– áreas  em torno  dos equipamentos  de socorros de urgência e outros equipamentos de emergência;

– abrigos e coletores de resíduos de serviços de saúde.

 

PRETO

BRANCO

É a cor empregada para identificar coletores de resíduos, exceto os de origem de serviços de saúde.

 

Como vimos, a NBR-7195 traz de forma bem completa as diversas orientações relacionadas a cores de segurança que devemos utilizar em nosso dia a dia dentro da área de SST.

A explicação feita cor a cor facilita demais o entendimento, tornando simples a aplicabilidade de todas as formas de utilização de todas as cores disponíveis para sinalização de segurança.

Outra norma bastante utilizada na área de SST é a NBR-6493 – Emprego de cores para identificação de tubulações. Resumidamente é o que consta na imagem abaixo:

É uma norma bem específica para identificação de tubulações, porém, temos esta especificidade em diversas áreas do nosso mercado de segurança e saúde do trabalho.

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA COM PRODUTOS QUÍMICOS

Além da NR-26, que traz informações sobre a rotulagem preventiva de produtos químicos, o Brasil utiliza, desde 2012, rotulagem e FISPQ (Ficha de Informação de Segurança para Produtos Químicos) de acordo com o GHS – do inglês Globally Harmonized System of Classification and Labeling of Chemicals (Sistema globalmente harmonizado de classificação e rotulagem de produtos químicos).

Para a ABIQUIM (Associação Brasileira de Indústria Química) esta padronização foi positiva, pois antes dela era comum que usuários encontrassem diferentes avisos nos rótulos ou informações nas FISPQ para os mesmos produtos químicos, dificultando as ações preventivas e corretivas.

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA NA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

Quando o assunto é sinalização de segurança, temos que abordar as questões referentes a combate e prevenção contra incêndios. A imensa maioria dos estabelecimentos faz o ‘basicão’ apenas para não ser notificado e multado, quando na realidade deveríamos nos preocupar mais com o ser humano.

Existe uma série de normas que abordam esta temática e falaremos de algumas delas.

Começamos pelo famoso COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico). É um código do corpo de bombeiros militar. Como se trata de um órgão estadual, cada corpo de bombeiros possui seu código em seu Estado de atuação, vale a pena pesquisar pelo COSCIP do seu Estado para tomar conhecimento das normas contra incêndio e pânico na sua região.

Além do COSCIP, temos a NBR-13.434, dividida em 3 partes para abordar a sinalização contra incêndio e pânico. A parte 1 traz informações sobre os princípios de projeto. A parte 2 aborda os símbolos e suas formas, dimensões e cores. Já a parte 3 traz requisitos e métodos de ensaio.

Também não podemos esquecer da sinalização sonora. Apitos, buzinas, sirenes, dentre outras ferramentas que servem para sinalizar diversas modalidades de trabalho e atuação nos mais variados ambientes laborais.

Além destas, existem diversas normas de sinalização na nossa legislação. Tratamos aqui das mais utilizadas de um modo geral, mas temos várias outras que atendem de forma específica as mais variadas situações relacionadas à sinalização.

Autor:

Léo Louza

Léo Louza

Técnico em Segurança do Trabalho, consultor e auditor interno de sistemas de gestão integrada

Quer receber nossas atualizações no seu e-mail?

Não se preocupe, também odiamos spam!

Leia também:

Curso Desvendando Aposentadoria Especial, PPP e LTCAT

Curso on-line

Desvendando Aposentadoria Especial, PPP e LTCAT

Descubra os 7 passos para dominar a elaboração de PPP, LTCAT e caracterização da Aposentadoria Especial

Conheça o curso

Dúvidas sobre a caracterização da Aposentadoria Especial, elaboração de LTCAT e PPP?
Clique no botão abaixo e fique aliviado ↓

 

Eu quero saber mais!

Trabalhe com segurança. Há sempre um abraço esperando você na volta pra casa.

SST Online