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25 maio 2020

Quem é o Profissional T?

Vai pra baixo

O que vale mais: ser super ultra mega especialista focado em determinado tema e desconhecer assuntos gerais ou ter alto conhecimento (sem ser especialista) em alguns assuntos específicos e possuir bom conhecimento em vários assuntos gerais?

Esse debate dá pano pra manga mas vamos costurar isso agora. Vamos lá!

Já respondendo a pergunta inicial deste artigo: depende.

E não é papo de quem fica em cima do muro não, mas é algo a ser analisado e vai depender de vários fatores. Na verdade, o mercado tem demanda para ambos os tipos de profissionais: os multidisciplinares e os especialistas.

Profissionais I (especialistas)

Focados e ultra especialistas em um determinado assunto. Profunda experiência e conhecimento numa determinada área (experiência e conhecimento não genéricas, não aplicáveis em outras áreas).

Seu foco é em novos aprendizados em sua área de atuação para se tornar cada vez mais conhecedor de um determinado assunto utilizado em sua profissão, um especialista de fato!

Não desperdiça seu tempo em busca de conhecimentos genéricos.

Profissionais T (é desse que vamos falar mais)

Este profissional tornou-se atrativo para qualquer empresa de qualquer segmento por, dentre outras razões, possuir enorme capacidade de colaborar com outros profissionais e setores em busca de soluções criativas em suas áreas de atuação.

De onde vem o termo?

Do inglês “T-SHAPED PROFESSIONAL” é uma metáfora muito utilizada em referência à composição de diversas habilidades, tanto em profundidade quanto em uma vasta gama delas.

O “conhecimento em T” permite que o profissional seja capaz de transitar por diversos setores de uma mesma empresa ou de diversas empresas, levando ideias e soluções extremamente úteis a vários outros colegas de trabalho em seus ambientes de atuação.

Dou um doce para quem adivinhar essa: quem é o profissional que circula por vários ambientes de uma mesma empresa ou, indo mais longe, que circula por vários ambientes de várias empresas diferentes?

Acertou quem pensou no bom e velho Técnico de Segurança do Trabalho.

Quando o TST é funcionário de uma empresa e atuando pelo seu SESMT, vai transitar por diferentes setores desta mesma empresa, certo?

E quando consultor, vai circular por vários setores de várias empresas diferentes.

Portanto, podemos assumir que um profissional da área de SST precisa, cada vez mais, tornar-se um “profissional T”, ou ter o chamado “conhecimento em forma de T”.

Desta forma poderá ser cada vez mais útil dentro do que se propuser a fazer, agregando valor e contribuindo de forma mais completa em sua rotina laboral.

O FORMATO DE T

Se você não tá entendendo muito bem como seria essa distribuição dos conhecimentos de um “profissional T”, vamos a ela agora mesmo:

 

 

Na base vertical do T estão os conhecimentos específicos, focados em assuntos inerentes à área de atuação do profissional.

No caso dos profissionais de SST, os assuntos específicos são:

  • Normas Regulamentadoras: legislação que rege boa parte da segurança no trabalho em nosso país, é a “bíblia” dos profissionais de SST;
  • Leis Trabalhistas: voltadas à questões trabalhistas, como a CLT;
  • Leis Previdenciárias: muito utilizadas para assuntos referentes à aposentadoria especial por exemplo, várias leis agem conjuntamente com as leis trabalhistas e normas regulamentadoras;
  • NBR’s: Normas Brasileiras, preconizam diversas atividades relativas à segurança do trabalho, dentro de diversas categorias. São muitas!
  • Decretos: também atuam de forma conjunta com as normas de saúde e segurança do trabalho e leis previdenciárias, vários decretos influenciam diretamente nas ações relacionadas a SST em nosso país.
  • Demais assuntos referentes a SST: medidas provisórias, mudanças na legislação, instruções normativas, enfim, uma série de outros assuntos que devem fazer parte do cotidiano de um profissional da área de saúde e segurança do trabalho.

Como podemos ver, a base vertical contempla assuntos técnicos específicos da área de atuação do profissional de SST. Diferentemente da estrutura horizontal do T, que possui generalidades em sua composição. Vejamos:

  • Soft Skills: características comportamentais que são fundamentais para o bom desempenho em qualquer área profissional. São várias e aqui podemos citar resiliência, empatia, inteligência emocional, criatividade, enfim, muitas características relacionadas a comportamento que vão facilitar e otimizar as relações profissionais no dia a dia;
  • Informática: é meio óbvio inserir a informática nesse contexto mas muitos profissionais desconhecem a usabilidade básica de algumas ferramentas usadas frequentemente como Word e Excel (só para citar duas das mais utilizadas). Além delas, podemos citar também alguns softwares usados na gestão de SST e acesso à internet básica como catweb e site do ENIT, por exemplo;
  • Recursos Humanos: cada vez mais a área de SST anda de mãos dadas com o setor de Recursos Humanos das empresas, visto que são áreas que lidam com seres humanos e exigem compreensão mínima do comportamento de pessoas envolvidas em diversos processos dentro de uma empresa;
  • Empreendedorismo: tanto para atuações em “carreira solo” (consultores) como para atuação dentro de empresas. Empreender não necessariamente é abrir um negócio, mas sim “decidir realizar”, colocar em execução ações que tragam mudanças de planos, de patamares e de pontos de vista em prol de um objetivo, como a cultura de saúde e segurança por exemplo;
  • Psicologia: profissionais da área de SST precisam entender como funcionam a mente e o comportamento dos trabalhadores para, assim, compreenderem suas ações. Portanto, o conhecimento mesmo que superficial em psicologia do trabalho já traz uma boa perspectiva de contribuição nos diversos setores de trabalho;
  • Etc: quanto mais conhecimento genérico o profissional de SST tiver, melhor. Variar suas habilidades, seus inputs, seu repertório de soluções para as mais diversas situações a serem resolvidas no dia a dia de trabalho.

E agora, refaço a pergunta: o que vale mais: ser super ultra mega especialista focado em determinado tema e desconhecer assuntos gerais, ou ter alto conhecimento (sem ser especialista) em alguns assuntos específicos e possuir bom conhecimento em vários assuntos gerais?

O mais interessante é buscar o desenvolvimento tanto da base vertical quanto da estrutura horizontal.

E você, do início do artigo pra cá, sua resposta mudou? Comente e traga seu ponto de vista!

Um grande abraço e até o próximo artigo.

Autor:

Léo Louza

Léo Louza

Técnico em Segurança do Trabalho, consultor e auditor interno de sistemas de gestão integrada

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