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8 jun 2020

Investir em SST é um bom negócio?

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Vai pra baixo

Será que investir em Segurança e Saúde no Trabalho é um bom negócio? A gente te conta neste artigo!

Segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho em 2018 foram notificados, por meio de CAT, 623,8 mil acidentes de trabalho.

E foram concedidos 154,8 mil auxílios doença acidentário (B91), 7,5 mil aposentadorias por invalidez acidentária (B92), 231 pensões por morte decorrente de acidente de trabalho (B93) e 15,1 mil auxílios acidente de caráter indenizatório (B94).

E quanto aos custos, se levarmos em consideração apenas as despesas que a Previdência Social teve em 2018 com a concessão dos benefícios acidentários (B91, B92, B93, B94), chegamos ao expressivo valor de 13,1 bilhões de reais, conforme dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

Todavia, estimamos que isso represente apenas uma pequena parcela dos impactos atrelados aos acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho.

Pois, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o impacto econômico dos acidentes de trabalho e doenças relacionados ao trabalho é de aproximadamente 3,94% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial ao ano.

Neste sentido, se levarmos em consideração que o PIB do Brasil em 2019 foi de 7,3 trilhões de reais (IBGE, 2020), o custo para o país com a acidentalidade é de aproximadamente 280 bilhões de reais por ano.

Desta forma, o reflexo da insegurança nos ambientes de trabalho é sentida por toda a sociedade e não necessariamente estão atreladas única e exclusivamente ao aspecto monetário. Porém, a maior influencia às empresas, trabalhadores e ao Governo é no aspecto econômico , conforme destacado a seguir.

Impacto às Empresas:

As empresas sofrem diversos reflexos com os acidentes e doenças originados em seus ambientes de trabalho – custos estes segurados e não segurados, ou seja, diretos e indiretos. Desta forma, ao avaliar esta questão, ao menos, os elementos abaixo devem ser levados em consideração:

  • Aumento do FAP, caso estejam sujeitas.
  • Despesas médicas
  • Custos judiciais, indenizações e ações regressivas
  • Pagamento do salário nos primeiros 15 dias de atestado do trabalhador
  • Contribuição do FGTS enquanto o trabalhador estiver afastado, caso seja decorrente de acidente ou doença relacionada ao trabalho
  • Custos com a contratação e treinamento para substituição do trabalhador
  • Custos com horas extras para suprir a ausência do trabalhador
  • Comprometimento da qualidade do produto ou da prestação de serviços
  • Redução da produção
  • Atraso das entregas
  • Paradas de máquinas, equipamentos ou processos
  • Impacto na imagem e reputação da empresa

Impacto aos Trabalhadores:

E os trabalhadores também são afetados diretamente pelos acidentes. Apesar de “sofrerem na pele” o impacto, há outros elementos que precisam ser considerados, tais como:

  • Redução da remuneração
  • Despesas com medicamentos
  • Redução temporária ou permanente da capacidade biomecânica e/ou cognitiva
  • Interferência na vida familiar e convívio social
  • Redução na empregabilidade

Impacto ao Governo:

E o Governo também apresenta seus impactos, além da assistência ao trabalhador, conforme elementos destacados abaixo:

  • Pagamento de benefícios assistenciais
  • Despesas com o SUS
  • Despesas com o Corpo de Bombeiros/SAMU
  • Despesas administrativas e com profissionais (SIT, Fundacentro, CEREST)

Desta forma, podemos concluir que a área de SST é totalmente estratégica, uma vez que colabora diretamente com a sustentabilidade de empresas, satisfação e bem-estar dos trabalhadores e com o equilíbrio financeiro do Governo. Ou seja, uma contribuição com toda a Sociedade.

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E para termos uma ideia do qual positivo é o investimento em SST, em publicação do International Social Security Association (ISSA) em 2013, intitulado Calculating the international return on prevention for companies: Costs and benefits of investments in occupational safety and health:

O Retorno sobre a Prevenção é de 2,2 vezes – ou seja, esse indicador representa a relação entre os benefícios monetários da prevenção e os custos da prevenção. Desta forma, o retorno sobre o valor investido é pouco mais do que o dobro.

E, neste sentido, como nós profissionais prevencionistas poderemos contribuir com a mudança dessa realidade? Como pode fazer com que a área seja vista como um investimento à sociedade ao invés de um custo e obrigação para empresas, trabalhadores e Governo?

Primeiramente, nos conscientizar dessa situação. Ou seja, compreendermos que a área é muito mais de que cumprir requisitos legais.

Ou seja, para eu vender uma ideia, eu preciso acreditar nela! Acreditar que SST é um investimento.

E, posteriormente, usar destes argumentos para mudar a realidade cultural existente na maioria das empresas e trabalhadores.

Mas, isso não é fácil, embora há um caminho lógico a ser trilhado e que muito em breve compartilharei outro artigo apresentando este caminho: o que pode ser feito na prática e como fazer!

Edivaldo Gregório

Edivaldo Gregório

Ajudo empresas na Gestão do FAP, NTEP e Alíquota GIIL-RAT, contribuindo para que estejam em compliance, reduzam custos e promovam ambientes de trabalho seguros.

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